segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

BRINCADEIRA DE CRIANÇA, COMO É BOM!!!


Na última aula presencial de Ludicidade e Educação, fizemos Arte em grupo. A Daiany, a Ana Lúcia, a Maria Luiza e eu, Fernanda, trouxemos para a aula diversos materiais: rolinhos de papel higiênico, papéis coloridos, garrafas plásticas, durex, fita crepe, caixinhas de tamanhos diferentes, enfim uma infinidade de "bagulhos", que foram logo transformados em jogos. Fizemos somente jogos matemáticos. Por quê? Não sei!!! Também tivemos a oportunidade de apreciar as múltiplas idéias criativas de nossos colegas. Foi um momento muito agradável, de descontração. Deu uma vontade muito grande de interagir com todos os brinquedos criados! Momentos como esse devem fazer parte de nossa prática diária com os alunos, pois se em nós consegue despertar o nosso lado infantil, imaginem o que pode acontecer com os nossos tão sedentos aprendizes!!!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

REFLETINDO O TEATRO




Em todas as atividades propostas por mim em sala de aula, principalmente durante as brincadeiras, observo com curiosidade, encantamento e surpresa, como os alunos são bem espontâneos quando têm liberdade de experienciar. E quando o grupo inteiro se dispõe a arriscar os resultados, sejam eles positivos ou negativos, poderão servir de pré – requisitos para outras formas de improvisação.

Sempre que for possível, acredito que através das várias formas da abordagem dramática em sala de aula, poderemos, nós educadores, despertar em nossos alunos emoções, auto-conhecimento, a criatividade, a livre-expressão, a cooperação, o fazer artístico. E com certeza, as respostas serão básicas para a construção de múltiplos conhecimentos.



Partindo do princípio que qualquer indivíduo pode produzir arte, nada mais propício que o próprio ambiente escolar, para que essa construção se efetive, pois temos em nossas mãos os elementos operacionais necessários para o surgimento do teatro. Mas, apesar dessas condições, é preciso que haja um real comprometimento do professor em aproveitá-las, para o ensino do teatro propriamente dito.

A ARTE EM ALTA


O artista uruguaio Luis Camnitzer, curador pedagógico da 6ª Bienal do Mercosul, vê a ARTE COMO UM PROCESSO DE EDUCAÇÃO e, por conseqüência, a educação como uma atividade artística e transformadora, representando uma inversão da convenção adotada por muitas instituições culturais, nas quais se supõe o visitante como carente de conteúdo e a instituição como a transmissora de conhecimento. No centro do Projeto está a convicção de que a obra de arte, sobretudo contemporânea, representa um potencial de comunicação entre o artista e o público. Ao focar nesta intenção de comunicação, o encontro com a obra pode converter - se em um processo mais rico e democrático para o desenvolvimento do pensamento crítico.
E quando tivemos que construir um projeto de aprendizagem, vimos que através da ARTE, podemos desenvolver um trabalho pedagógico enriquecedor, onde as obras convertem - se em geradoras de múltiplas idéias, ou ainda, como uma forma de resolver problemas. Meu grupo explorou a obra "AINDA OUTONO", da artista Laura Belém, e através dela contemplamos cruzamentos interdisciplinares, e também desenvolvemos a nossa responsabilidade criadora, pois fizemos reflexões consistentes de acordo com os nossos "humildes" conhecimentos sobre os códigos de leitura da obra.
Existe na arte um mundo incalculável de oportunidades espirituais: tocar instrumentos musicais, compor canções, escrever ou ler poesias e romances, pintar ou esculpir, projetar coisas e ambientes, criar mil coisas dando - lhes um colorido e sabor diferentes.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Musicalidade na escola

Por que não apresentar às crianças compositores e suas composições, mesmo que nem nós mesmos, os adultos, tenhamos "noção" de quem realmente são? No trabalho feito com meus alunos sobre Assis Valente e suas obras, foi notável, que não importa de quem estamos falando, seja de algum "artista" conhecido do momento ou de alguém que já fez sucesso a mais tempo, o incrível foi que em tão pouco tempo, consegui desenvolver um trabalho bem envolvente com meus 29 alunos da 2ª série. Todas as atividades propostas foram realizadas pelos alunos com muito interesse e comprometimento: falamos sobre a vida de Assis Valente, cantamos e interpretamos sua música "Boas Festas", escrevemos carta para o Papai Noel, decoramos sinos de papel para confecção de um painel... Foram momentos prazerosos para mim e com certeza, para as crianças também.

REFLEXÃO de uma aluna, após eu ter comentado que já fazia 49 anos que Assis Valente havia morrido: - Bah, profe, se o Assis tivesse vivido mais tempo, imagina quantas músicas ele podia ter inventado!

Na escola, a música é um dos meios mais eficaz de atingirem as crianças e os jovens; influencia - lhes a vida moral, social e espiritual, estabelecendo - se uma atmosfera de alegria, ordem, disciplina e entusiasmo, indispensáveis em todas as atividades escolares.


O VALENTE ASSIS/ O ASSIS VALENTE


Einstein foi quem disse que  "homem perfeito seria aquele que harmonizasse os ritmos vitais do trabalho, da distração e do repouso."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CONTAR HISTÓRIAS É UMA ARTE !!!

Observação: a segunda árvore, com o balanço, foi pintada por mim.
Como gosto muito de representar, viajar no mundo da imaginação, fantasiar, não encontrei dificuldade ao contar juntamente com minhas colegas, a história "DONA ÁRVORE".
Também percebi, eu como adulta, enquanto outros grupos contavam histórias, que realmente, as mais extensas, não passam a mensagem desejada, mesmo tendo "em cena" elementos visuais riquíssimos para ilustrá-las.
Fiquei tão feliz com o resultado da "CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS" do meu grupo, que no dia seguinte, meus alunos do 1º ano tiveram o prazer de conhecer a história da "DONA ÁRVORE".
Como eu já estava interada do conteúdo do livro, foi mais fácil ainda apresentá-la.
Os alunos ficaram muito atentos e entenderam claramente a mensagem da história. E o entendimento foi afirmado em seus trabalhos lindos, feitos com tinta guache.

sábado, 1 de dezembro de 2007

CANTANDO TAMBÉM SE APRENDE

Mesmo não trabalhando com os elementos musicais propriamente ditos, resolvi trabalhar com a música "Sou eu assim sem você", cantada por Adriana Calcanhoto.
Quando coloquei a música para os alunos escutarem, muitos já começaram a cantá-la.
Enquanto a música era reproduzida, os alunos foram fazendo desenhos referentes à letra. Eles não queriam deixar escapar nenhuma "informação", por isso pediram para escutar a música repetidas vezes. Os desenhos ficaram lindos!!!
Após copiarem a letra da música no caderno, fizemos inicialmente uma interpretação oral e depois a escrita.
Fizeram uma relação muito boa com os sentimentos despertados.


Fizeram associações incríveis, como por exemplo:



CASA SEM TELHADO

RELÓGIO SEM PONTEIROS

LÁPIS SEM PONTA

LIVROS SEM PÁGINAS

ANIVERSÁRIO SEM BOLO
FÉRIAS SEM DIVERSÃO.


E EU PARA TERMINAR,FIZ A MINHA ASSOCIAÇÃO:

PROFESSORA SEM ALUNOS E EDUCAÇÃO SEM PROFESSORES.


VISITA À BIENAL

Não visitei a 1ª, nem a 2ª, nem a 3ª, nem a 4ª e muito menos a 5ª Bienal do MERCOSUL, mas fiz minha estréia como admiradora das ARTES VISUAIS, na 6ª Bienal. O tempo usado para a visitação foi curto, mas em relação àquilo que vi, posso afirmar que a ARTE nos remete para uma introspecção pessoal tão íntima e surpreendente, que nos possibilita divagar em terra firme. Tudo de bom pode ser extraído de nossas reflexões. Como a simplicidade pode ter um significado tão grande?! Achei maravilhoso o trabalho da artista Magdalena Atria: "Uma vez, cada vez, todas às vezes", 2006/2007, feito com massinha de modelar. E por ter admirado esta obra, inspirei - me e meus alunos do 1º ano, fizeram ARTE com este mesmo material. Eles desenvolveram o trabalho proposto com dedicação, tranqüilidade e alegria, colorindo a folha de desenho com harmonia e criatividade.
OBRAS DOS MEUS ARTISTAS PREFERIDOS: