A primeira e única aula presencial de Língua Brasileira de Sinais, a LIBRAS, provocou em nós, estudantes, descobertas e conhecimentos inesperados.
Assim que a professora Janaína começou a "falar" conosco através da Libras, não consegui mais desviar o meu olhar. Senti, o quão importante é, prestar atenção nos sinais, nas expressões faciais, em todas as manifestações comportamentais, para que a comunicação entre surdos e não surdos seja bem interpretada e eficiente. Foi incrível observar a professora Janaína e perceber que a surdez não é empecilho para nada. Com a ajuda de uma intérprete, a professora Janaína conseguiu nos passar a idéia de que a surdez não deve ser vista como um problema ou como uma deficiência. Quando a professora começou a se comunicar oralmente, pronunciando algumas palavras, fiquei mais encantada ainda. Que mulher dinâmica! Há pessoas que até afirmam que a Libras é uma língua limitada, incapaz de transmitir idéias abstratas. Mas, essa língua vai muito mais além. Tudo pode ser expresso através da Libras. Nós, ouvintes, podemos contribuir com os surdos na medida em que procurarmos entender e conhecer a cultura e a comunidade surdas, que são formadas sim por pessoas habilidosas, inteligentes, capazes de fazerem "coisas" melhor do que nós, os não surdos.
Quando em nossas salas de aula tivermos crianças surdas, elas também poderão se desenvolver, cognitivamente e emocionalmente. Basta que se comuniquem de forma adequada, ou seja, através da Libras. E nessa caminhada escolar, é imprescindível que a criança surda seja assistida por professores e pais que dominem a Libras, pois assim, ela construirá o seu próprio mundo, a sua personalidade de acordo com as experiências vividas.
A transmissão da Libras é objetivada por toda a comunidade surda, pois através dela as pessoas surdas poderão se interar na sociedade ouvinte.
"Entendo o valor da oralização, mas é imprescindível que ela nunca substitua a Língua de Sinais." (Nelson Pimenta)
Um comentário:
Oi Fê,
Parece que você gostou de conhecer essa outra forma de comunicação, as Libras. Você afirma que: "Nós, ouvintes, podemos contribuir com os surdos na medida em que procurarmos entender e conhecer a cultura e a comunidade surdas, que são formadas sim por pessoas habilidosas, inteligentes, capazes de fazerem "coisas" melhor do que nós, os não surdos." Então como você percebe a troca de aprendizados entre surdos e não surdos?
Um beijo
Márcia Caetano
Tutora
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