sábado, 18 de abril de 2009

O DILEMA DO ANTROPÓLOGO FRANCÊS - PARTE 2

Como próxima tarefa do fórum de Filosofia da Educação, o meu grupo teve que REFUTAR os argumentos de um grupo oposto, elaborando novos argumentos para DEFENDER a decisão do antropólogo.

Argumentos do grupo oposto:
Temos a convicção que uma mentira seguida de outra: primeiro em mentir para os nativos que ele era o mensageiro dos deuses e a partir dessa mentira, veio outra pior de que todos os homens brancos são mensageiros dos deuses. Com essa concordância ele não legitimou a crença daquele lugar, mas colocou os habitantes no risco de se tornarem escravos de homens brancos que chegarem por lá e não tiverem o bom senso para lidar com a situação. Não falando a verdade colocou-os em uma situação de dominação e inferioridade. Só podem ter contato com Deus aqueles que tiverem a pele branca.
Nossos novos argumentos:

1-Claude Lee mente exatamente para não ir contra as crenças daquele povo, mantendo-se fiel ao seu princípio de não interferir. As crenças de um povo também mudam ao longo dos anos, logo o antropólogo não quis intervir neste processo natural de mudança. Dessa forma, não se colocou como superior tentando inserir normas e conceitos exteriores às vivências deles.
2-O antropólogo era um profissional que seguiu a risca a ética que regia seu ofício, mesmo entrando em conflito com a situação a qual lhe foi imposta, ele agiu certo, caso ele optasse por mudar a visão e o pensamento dos nativos a atitude certa seria mudar-se para ilha e a partir daí mostrar a verdade para eles.
3-Mesmo que os homens brancos venham a habitar por muito tempo um lugar onde a crença do povo seja bem diferenciada da sua, não vai ser dizendo a verdade, que os nativos mudarão imediatamente seus costumes, ou seja, aquilo que acreditam, e durante esses longos anos, outras verdades podem se tornar absolutas ou ainda, serem derrubadas por água abaixo. O antropólogo simplesmente reforçou aquilo que até então, para os nativos era verdade, deixando-os numa situação de legalidade, de convicção, até mesmo de alento, ou ainda conformismo.

2 comentários:

Fabiane Penteado disse...

Oi Fê!

Veja meu comentáriosobre tuas postagens na ultima que fizestes do dia 18/04(aprendendo sempre).

Bjão
Fabi

Gláucia Henge disse...

Olá Fernanda! Nesse segundo momento de contra-argumentar foi mais uma oportunidade de reflexão, não é mesmo? Mas fica uma curiosidade: e você, o que você realmente pensa sobre a atitude do antropólogo...
Abraços, Gláucia