A continuidade de atividades relacionadas a um tema gerador, no caso aqui, "esquema corporal", favorece o ensino e a aprendizagem, favorece o desenvolvimento de um PA (projeto de aprendizagem).
Como eu tinha definido, todas as atividades da semana, ou seja, tinha um roteiro bem organizado, as aulas aconteceram num ambiente tranquilo, onde as crianças se mostraram atenciosas, interessadas e envolvidas completamente.
O ato de planejar não deve ser um ato mecânico. Nós, educadores, precisamos estar muito atentos ao "o quê", ao "como", ao "para que" e ao "para quem" , quando planejarmos nossas aulas.
O planejamento não deve servir apenas à burocracia, mas servir sim, de instrumento de reflexões constantes, ou seja, um instrumento flexível que deve ser estudado durante todo o ano letivo.
É em Paulo Freire que também podemos nos apoiar. Defensor da pedagogia da pergunta, da curiosidade, inversa da fragmentação, da imposição, do depósito de conhecimentos, confirma seus princípios em um de seus últimos livros:
Quando saio de casa não tenho dúvida nenhuma de que inacabados e conscientes do inacabamento, abertos à procura, curiosos, "programados, mas para aprender", exercitaremos tanto mais e melhor a nossa capacidade de aprender e de ensinar quanto mais sujeitos e não puros objetos do processo nos façamos (Freire, 1997, p.65).
Assim como nós, que não estamos acabados, também deve ser o planejamento.E esse planejamento deve ser elaborado com a intenção de formar cidadãos conscientes e livres para ir e vir.
Um comentário:
Sem dúvidas, o planejamento é um aliado importante. Flexibiliza, direciona, aponta possibilidades interessantes!E mais resultará em que? Maravilha sentir essa tua tranquilidade!Muito bom mesmo! Abracitos!
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