domingo, 21 de junho de 2009

EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ

Em Filosofia da Educação tivemos que interpretar o ensaio do filósofo alemão Theodor Adorno (1903 - 1969) intitulado “Educação após Auschwitz”, que começa com a seguinte frase, expressão de um princípio moral: “Para a educação, a exigência que Auschwitz não se repita é primordial”.

É um texto que alinha moralidade, política e educação a partir deste evento terrível do século XX: o Holocausto. Para analisar este ensaio escrevemos um texto sintético respondendo às seguintes questões:

1) Segundo o texto, o que predispôs os indivíduos a aceitarem o nazismo e a barbárie?

2) Qual é a solução que o autor sugere para evitar que a barbárie se repita?

3) Dê a sua opinião argumentada sobre a referida solução.


INTERPRETAÇÃO DO ENSAIO DO FILÓSOFO ALEMÃO THEODOR ADORNO, INTITULADO “EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ”

Fernanda Beatriz Silva dos Santos

Para Theodor Adorno a educação é um instrumento de formação de pessoas, capaz de proporcionar a auto-reflexão crítica.

Porém, durante o terrível evento do século XX, o Holocausto, a capacidade de refletir sobre as monstruosidades cometidas, era nula. A tendência extremamente poderosa da sociedade abafava qualquer tipo de manifestação contrária as suas atrocidades, permitindo então o aparecimento de uma verdadeira indústria de extermínio.

A humanidade sentindo-se enclausurada em um contexto mais e mais socializado, densamente estruturado, acaba sendo impedida de agir por conta própria. Assim a raiva contra a civilização aumenta de forma brutal e irracional.

Os indivíduos acabam aceitando a barbárie, pois perdem sua identidade e sua capacidade de resistência, praticando os mesmos atos insanos, em nome de quaisquer ideais, nos quais nem precisam acreditar. Homens sem preparo psicológico para a autodeterminação, mas com um forte potencial autoritário, continuarão dizimar populações inteiras.

A aceitação ao nazismo também foi favorecida pela pretensão de que na educação, a disciplina é idealizada através da dureza, ou seja, é através de rituais que causam dor, que o indivíduo é “premiado” por pertencer a uma coletividade.

Indivíduos manipulados também negam no seu íntimo a possibilidade de amar pessoas, mas o que ainda sobrevive nelas é a capacidade de amar coisas materiais. A incapacidade de identificação, a incapacidade de amar suficientemente, foi a principal condição psicológica para que algo como Auschwitz pudesse acontecer.

Para evitar que a barbárie se repita, Adorno sugere:

*conhecer os mecanismos que tornam os homens perseguidores e promover entre eles uma conscientização geral desses mecanismos;

*educar para a auto-reflexão crítica desde a primeira infância;

*favorecer a autonomia, a força para a reflexão, para a autodeterminação, para a não-participação;

* estudar o consciente e o subconsciente da população (formação de grupos educacionais e equipes de voluntários para percorrerem as áreas rurais);

*disciplinar através do esporte;

*entender como se reproduz o caráter manipulativo, para depois pela modificação das condições, evitar o seu reaparecimento;

*tratar bem as crianças, não reprimir seus impulsos, mas sim satisfazê-los e liberá-los.

Com certeza, todas as afirmativas de Adorno, para a referida solução, são pertinentes, porém só poderão ser utilizadas, debatidas ou estudadas, se toda a sociedade conscientizar-se de que tudo o que houve em Auschiwtz foi praticado pela “inteligência” humana, e se somos capazes de duelar entre nós mesmos por não tolerarmos a diversidade racial e cultural, também precisamos usar a nossa força para evitar qualquer tipo de situação abominável e inconcebível.

Tais atitudes planejadas racionalmente, não condizem com tal circunstância! Como se pratica algo que foi planejado racionalmente, se o resultado de tal ação é o sofrimento em massa?

Ainda hoje, o homem busca seu próprio interesse e vai contra os interesses de todos os demais. A individualidade se opõe ao amor que é imediatista, e sendo assim, o “consciente coisificado” se instala naturalmente.

Qualquer tipo de barbárie pode ser evitada mais facilmente se as pessoas, unidas em equipes, somarem suas forças, lutarem por um bem comum.

Na escola podemos e devemos propiciar aos nossos alunos um ambiente onde a sensibilidade, a criatividade, a cooperação, o diálogo, sejam facilitadores de aprendizagens múltiplas, e onde as relações interpessoais favoreçam a valorizaçães interpessoais favoreçam a valorizaçgens msos alunos um ambiente onde a sensibilidade, a criatividade, a cooperaço das diferenças e o resgate das identidades perdidas.

Para que Auschiwtz não se repita, a sociedade como um todo deve refletir criticamente e filosoficamente, a fim de impedir que atrocidades aconteçam e que apareçam perseguidores “fortes”, “superiores”, capazes de criar possibilidades de novos acontecimentos dantescos.


THEODOR ADORNO (1903 - 1969)

REFERÊNCIAS

ADORNO, Theodor W. Educação após Auschwitz.

FILME: O CLUBE DO IMPERADOR

Como atividade na Interdisciplina Filosofia da Educação, tivemos que assistir ao filme "O Clube do Imperador" e escrever um texto de acordo com o seguinte roteiro:

1. Descreva uma cena do filme onde o professor está diante de um conflito moral.
2. Descreva o conflito moral e a solução que o professor escolhe.
3. Identifique os princípios morais envolvidos nesta decisão.
4. Avalie a decisão do professor: foi uma decisão moralmente correta ou não, por quê?

FILME ASSISTIDO: “O CLUBE DO IMPERADOR”

TEXTO

Fernanda Beatriz Silva dos Santos

O filme “O Clube do Imperador”, conta a história do colégio interno St. Benedict’s, freqüentado por rapazes da alta sociedade americana, onde leciona William Hundert , um conceituado professor, apaixonado pela História Antiga. Nesse ambiente, Hundert não se preocupa somente com a educação dos alunos, mas também com o caráter, a boa conduta e a honra. Dá lições de moral para serem aprendidas, e faz isso através do estudo de filósofos gregos e romanos.

Todo o ano acontece no colégio, a clássica competição cultural, organizada por Hundert, intitulada o “Clube do Imperador”. A competição consiste numa disputa entre os alunos da classe, onde primeiramente realizam provas escritas, e numa segunda etapa, respondendo às perguntas oralmente.

Na turma do professor Hundert, seus alunos são muito promissores, o que o anima a realizar um trabalho de qualidade. Porém, com a chegada de Sedgewick Bell, um aluno arrogante e prepotente, filho de um senador, o professor busca a mudança do caráter do mesmo e procura ganhar a sua confiança, convencendo-o que ele é capaz.

Para a competição, apenas só os três melhores alunos podiam participar da grande final.

Quando o professor, em seu escritório, passa a corrigir as produções de seus alunos, com questões relativas à História Greco-Romana, fica em dúvida na hora de dar a nota ao aluno Bell, pois acreditou que este seria o momento de recompensá-lo. Apesar de seu desinteresse, mas admitindo sua inteligência, o professor apostava que o futuro do rapaz seria brilhante. Eis que o professor se vê diante de um conflito moral.

A dúvida deu lugar então a uma certeza: alterar a nota de Bell, para que assim ficasse entre os três melhores. O professor queria colocar este aluno no caminho certo, porém ao dar esta chance, abalou-se de uma certa forma, ao excluir da competição um aluno dedicado que poderia ser aclamado o “Senhor Júlio César”. Neste momento, o professor praticamente esqueceu-se de sua conduta ética.

Ao tomar esta decisão, a frase dita regularmente pelo professor “o caráter de um homem é o seu destino”, não pode ser atribuída a ele, pois agora, na prática, o seu próprio caráter se comprometeu, visto que, a injustiça, a honestidade, a ética, a dignidade, a fidelidade, são princípios morais que sempre foram primordiais em todos os aspectos da sua vida.

A decisão tomada pelo professor não foi moralmente correta, porque ao dar uma oportunidade a um aluno desinteressado e rebelde, negligenciou uma atitude ética, pois negou ao verdadeiro vencedor, os louros da vitória. Ele foi contra os seus princípios, forjando uma classificação no concurso. Ele desviou-se de seu caráter reto, e percebendo que não conseguia mudar o caráter do aluno, desencadeou-se um conflito interno, sobre o que é certo e o que é errado.

Apesar de ter passado por duas grandes decepções, o professor continuou sua jornada lecionando com amor e ciente de que qualquer pessoa pode aprimorar o seu caráter, se estiver convivendo com pessoas justas e íntegras, na escola e principalmente na família.

Acredito também, que nós educadores, podemos sim cair na mesma armadilha em que caiu o professor Hunder. Tentamos acertar sempre, mas como somos frágeis criaturas em constantes transformações, nada é mais natural do que continuar tentando e errando, tentando e tentando, tentando e acertando...

Ficamos conhecendo a estrutura básica do argumento moral, através do Dilema do Antropólogo Francês, Claude Lee, e à partir deste conhecimento, analisamos os aspectos envolvidos nas decisões do professor William Hudert.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

MAPA CONCEITUAL/PSICOLOGIA

AULA PRESENCIAL DE PSICOLOGIA II

EM NOSSA ÚLTIMA AULA DE PSICOLOGIA II, CONSTRUIMOS EM GRUPO, UM MAPA CONCEITUAL, INTITULADO: (RE)CONSTRUINDO OS CONCEITOS DA EPISTEMOLOGIA GENÉTICA. A PROFESSORA TANIA NOS ENTREGOU APROXIMADAMENTE 25 PALAVRAS PARA ESTA CONSTRUÇÃO. APESAR DE TEREM SOBRADO ALGUMAS PALAVRAS, O NOSSO MAPA FICOU BEM ORGANIZADO.

OBSERVAÇÃO: EDITEI O MAPA CONCEITUAL NO PAINT.

terça-feira, 9 de junho de 2009

ESTÁDIOS DO DESENVOLVIMENTO

Na aula 5 de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, foi sugerido a leitura de alguns textos a fim de destacarmos as principais características dos estádios de desenvolvimento. O texto básico para esta atividade foi: Epistemologia Genética e Construção do Conhecimento, de Tania B. I. Marques.

ESTÁDIOS DO DESENVOLVIMENTO

Fernanda Beatriz Silva dos Santos

Principais características de cada estádio de desenvolvimento:
Estádio sensório-motor (do nascimento até aproximadamente um ano e meio, dois anos): compreende três etapas: 1) a dos reflexos, 2) a dos hábitos motores e 3) a da inteligência senso-motora ou prática. Na etapa 1, há a coordenação dos reflexos e reações, surgem os reflexos instintivos (sucção, primeiras imitações...). Na etapa 2, a criança forma os primeiros hábitos, pois à partir do resultado dos seus movimentos, ela passa a repetí-los. A etapa 3, caracteriza-se pela exploração, experimentação e modificação do comportamento. A criança centraliza-se no próprio corpo e entre mais ou menos 18 a 24 meses, inicia a capacidade de representação da realidade. Ausência da função semiótica, ou seja, a criança não representa os objetos mentalmente.

Estádio pré-operatório (de aproximadamente um ano e meio até por volta dos sete anos): surgimento da função simbólica (sub-período de preparação das operações concretas), capacidade de representação mental. Predomina o egocentrismo, pois a criança não consegue colocar-se abstratamente no lugar do outro, impedindo-a de estabelecer relações de reciprocidade. Sua percepção abstrata começa a ser aguçada, quando aumenta sua capacidade de imaginar situações, figuras e pessoas semelhantes. Caracteriza-se pelo aparecimento da linguagem, que permite a expressão verbal da representação mental e do pensamento intuitivo.

Estádio operatório-concreto (por volta dos sete até em torno dos doze anos): a criança já tem a capacidade de reversibilidade do pensamento, de realizar ações mentais. Sua compreensão do mundo não é tão prática, pois ainda depende do concreto para realizar abstrações. São construídas as operações lógicas de classificação e seriação, conservações físicas de substância, peso e volume, conservações espaciais de comprimento, área e volume, e conceito de número. A criança vai perdendo o egocentrismo social e intelectual com o avançar da idade.

Estádio operatório-formal (desde cerca de doze anos, perdurando pela vida adulta): o pensamento formal permite: refletir para além do real presente, refletir sobre possibilidades, fazer planos, elaborar “teorias”, construir “sistemas”, pensar sobre o próprio pensamento. Constituem-se instrumentos de verificação experimental que permitem controlar variáveis: dentre um conjunto de fatores poder destacar um, fazendo-o variar e deixando os outros invariantes. Surge a capacidade de formular hipóteses ou capacidade de desligar-se temporariamente da atividade concreta dando prosseguimento à atividade mental mediante um jogo puramente proposicional: é o raciocínio hipotético-dedutivo. Há uma inversão nas relações entre o real e o possível. Cria-se um mundo de possibilidades de cujo conjunto o real é apenas um setor limitado. Os instrumentos oriundos do plano das possibilidades permitem estabelecer relações entre teorias, produzindo nelas transformações.

Na visão Piagetiana, a educação deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório-motor até o operatório-formal.

REFERÊNCIAS
FERREIRA, Berta Weil e outros. Psicologia Pedagógica. 4ª edição. Sulina.
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Aprendizagem na vida adulta.
MARQUES, Tânia Beatriz Iwaszko. Epistemologia genética e construção do conhecimento.
PIAGET, Jean. O desenvolvimento mental da criança.
________http://www.centrorefeducacional.com.br/piaget.html.

Após este trabalho, tivemos que escolher um dos quatro estádios para participar de um fórum. Relacionamos as características dos estádios de acordo com o desenvolvimento dos nossos alunos. E para refletir foi levantada a seguinte questão: A idade de uma pessoa pode ser considerada critério suficiente para sabermos em que período do desenvolvimento intelectual ela se encontra? Por quê?
A partir da idade apenas, não podemos afirmar qual o nível de desenvolvimento em que se encontra uma pessoa. O que nos dirá se um sujeito se encontra em um ou outro período de desenvolvimento, será a sua relação com o objeto do conhecimento, será a sua maneira de pensar, refletida no modo como lida com os problemas da realidade, seja ela interna ou externa. Serão suas características cognitivas que nos mostrarão em que período de desenvolvimento se encontra, e não o inverso.
Para Becker (2001, p.187), o desenvolvimento dá-se na relação com o meio, porém ele é individual. O estádio em que um indivíduo se encontra “é radicalmente individual, não pode, pois, ser confundido com o de nenhum outro indivíduo”.

DIFERENÇAS/ANCESTRALIDADE

Uma das atividades propostas pela Interdisplina Questões Étnico-Raciais na Educação: História e Sociologia foi a de fazermos uma descrição que expressasse "como eu me vejo" e "como as outras pessoas me vêem". Através de fotos de familiares, também identificamos suas características pessoais e assim observamos quais as marcas herdadas de cada pessoa do nosso grupo familiar. Como sugestão de leitura para esse enfoque I, cito:"Em busca de uma ancestralidade Brasileira", de Daniel Mundurucu.
EU E O OUTRO, DIFERENÇAS, ANCESTRALIDADE
Fernanda Beatriz Silva dos Santos
a) EU
“Como me vejo”
Sou uma mulher de 43 anos, muito feliz.
Nasci em 12 de Dezembro, num domingo.
Sou morena, de estatura baixa, tenho cabelos e olhos castanhos bem escuros. Meus cabelos são lisos como os de minha mãe, mas a cor da minha pele é escura como a da família do meu pai.
Tenho alguns traços característicos indígenas, pois meu bisavô paterno era um bugre.
Em meu rosto redondo há um nariz pequeno, olhos com cílios longos, que ficam mais bonitos quando são pintados com rímel, uma boca bem desenhada e sobrancelhas que nunca foram “feitas”.
Alguns fios brancos já insistem em habitar minha cabeça, mas nem por isso, corro para pintá-los.
Se pudesse modificar algo em meu corpo gostaria de ter um abdômen bem retinho e o bumbum mais empinado como há vinte anos atrás.
No meu rosto há algumas ruguinhas, manchas e o buço, que hoje em dia já não me chateiam tanto.
Meu pé é pequeno. Calço número 35 e adoro sapatos, principalmente os com salto.
Gosto de me arrumar, usar brincos diferentes e de usar roupas bem femininas. Os vestidos são a minha preferência.
Ser professora é minha vocação e se não a tivesse, gostaria de ser cantora. Gosto muito de música e de cantar! E às vezes, até acredito que sei cantar um pouco...
Uso óculos porque tenho miopia, mas gostaria muito de poder resolver este probleminha através de uma cirurgia, e assim poder usar lindos óculos de sol. Usei lentes de contato por um bom tempo e estou percebendo que preciso consultar logo um oftalmologista.
Sou otimista, divertida, criativa, amiga, profissional competente, aluna esforçada, alegre, carinhosa, beijoqueira e também, desorganizada, um pouco acomodada e algumas vezes carente.

“Como as outras pessoas me vêem”
Dizem que não aparento a idade que tenho, que sou inteligente, extrovertida, organizada, vaidosa, gordinha, prestativa, legal e humilde.
Lembrei que abraço com freqüência essas pessoas que me rodeiam, pois há uma troca de energia muito confortante...
Meu marido sempre diz que sou inteligente, linda, o amor da sua vida...
Agora, se for para dizer o que minha filha realmente pensa a meu respeito, não é tão fácil, pois com 14 anos de idade, o cérebro fica recheado de idéias em ebulição. Porém, só de ouvi-la falar constantemente “EU TE AMO”, sei que ela me aceita do jeito que eu sou com todos os meus defeitos e qualidades.
b)EU E OS OUTROS



FILHA E MARIDO


BEATRIZ, MINHA MÃE E GILBERTO, MEU PAI

AVÓ PATERNA MARIA SANTA E AVÓ MATERNA MARIA CÂNDIDA

AVÔ PATERNO OLÍDIO E AVÔ MATERNO PEDRO

EU, FERNANDA, MINHA IRMÃ DO MEIO, LUCIANE E MINHA IRMÃ MAIS NOVA, PATRÍCIA.

Sou morena como já disse, graças á origem indígena do lado paterno. Meu avô paterno não possui pêlos nas pernas e eu gostaria de ser parecida com ele neste aspecto.
Quanto ao meu lado brincalhão, acredito ter puxado pela minha avó paterna, pois ela é tão divertida, que ri dela mesma.
Meu pai adora cafunés e massagens. E eu também.
Quanto ao lado artístico, tenho certeza que herdei de minha amada mãe, que sempre demonstrou muitas habilidades ao realizar trabalhos em que a sensibilidade era a mola mestra.
Em relação aos meus avôs maternos (falecidos), não tenho como identificar marcas herdadas, mas por ter convivido praticamente a minha vida inteira com eles, aprendi a dar valor às pequenas coisas como, por exemplo: tomar chimarrão no final da tarde, fazer refeições em família...
A paixão por crianças também herdei de minha mãe, que sempre sonhou em trabalhar com os pequenos. Ela não conseguiu realizar este feito em sua vida profissional, mas em sua vida pessoal, pôde demonstrar com suas três filhas, seus três netos e suas duas netas, que AMAR incondicionalmente é a maior virtude do ser humano.
Graças a essa maravilhosa mulher, que hoje e sempre estará em meu coração, e ao meu exemplar pai, que minha irmã Luciane, minha irmã Patrícia e eu somos pessoas educadas e respeitadas.
UM POUCO MAIS DE MIM...
Signo: Sagitário
Cor: Vermelho
Número: 02
Palavra: Fé
Apelidos: Nana, Fê, Nanda
Uma frase: “A grande arte da vida é fazer da sua vida uma obra de arte.”
Animal: Cavalo
Cantor: Elvis Presley
Hobby: Dormir
Comida: Pizza e Chocolate
Sonho: Continuar sendo feliz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

AUTO-IMAGEM/AUTO-ESTIMA

Na aula presencial de "Questões Étnico - Raciais na Educação: Sociologia e História", no dia 20/05, no primeiro momento, assistimos à palestra da professora Marilene Leal Paré, a qual tratava de algumas questões conceituais trabalhadas até agora em nossa caminhada.
Em alguns momentos não consegui entender sua fala, devido à qualidade do áudio, ma algumas de suas colocações quero registrar aqui:
#busca da ancestralidade: o que aconteceu de significativo no mundo, quando eu nasci? como foi minha infância até os quatro anos de idade? quem faz parte da minha árvore genealógica?
#a sociedade brasileira é etnicamente desigual;
#o Brasil é o segundo maior contingente do mundo com população de negros;
#mais de 50% da população brasileira é de afro-descendentes;
#a criança negra tem necessidade de colocar seus sentimentos;
#a cultura familiar (valores), deve ser preservada ao longo da construção histórica;
#o outro é o diferente que me complementa.
Para finalizar o vídeo, Marilene Paré declamou o poema de Roseana Murray, intitulado:

Espelho

Olho o mar. O horizonte levemente pousado na água. Onde céu e mar se encontram: território dos sonhos.
Onde eu termino e o outro começa: território dos sonhos.
Por que desde sempre quisemos reduzir o outro em nós mesmos?
Por que temos tanto medo da diferença, da dissonância, do que existe atrás da porta?
Nós, humanos, somos animais repetitivos. Sempre andamos pelo mesmo lado da calçada, comemos a mesma comida, fazemos os mesmos gestos, usamos sempre as mesmas palavras. Que o outro seja igual a mim, o meu espelho, amém.
A diferença é o que pode nos emocionar, mudar nossos gestos, nosso olhar sobre as coisas. E isso é muito perigoso, pois estranhas cantigas acordam conteúdos ador-mecidos ou esquecidos.
Em muitas civilizações o dife-rente era aniquilado. Povos in-teiros eram e ainda são aniquilados. A história nos fala todo tempo desta destruição.
Ouvir as diferenças é alargar o território do sonho. Abrir a porta que dá para o outro lado e aceitá-lo no que ele tem de diverso é a única ponte possível para a convivência humana.
Que o outro seja o espelho que me enriquece.
Roseana Murray

Na segunda parte da aula, trocamos experiências acerca das atividades já realizadas e das que estão em andamento.
Algumas colegas se manifestaram afirmando que através desta Interdisciplina, estão tendo novos olhares a respeito das questões étnico-raciais, principalmente em relação à Educação, à sala de aula.
Assim como elas, também me desacomodei, pois tratar sobre este assunto, com a sua devida atenção e importância, mudará as relações professor/aluno.
A partir da identificação das 9 dimensões da expressão afro-cultural (detectadas pelo psicólogo afro-norte-americano Boykin e sua equipe), podemos compreender o por quê das atitudes comportamentais dos nossos alunos negros, e assim tentarmos elevar a sua auto-imagem, a sua auto-estima.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DIVERSIDADE ÉTNICO -RACIAL NA ESCOLA

Na Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, no enfoque II(Diversidade na escola: mosaico étnico-racial), a proposta do trabalho foi elaborar um mosaico étnico-racial em conjunto, com os alunos. Após a elaboração do mosaico, discutimos com nossos colegas, através do fórum, as impressões e reflexões suscitadas.
ENFOQUE II: DIVERSIDADE NA ESCOLA
MOSAICO ÉTNICO – RACIAL
Fernanda Beatriz Silva dos Santos

A atividade proposta pela Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, foi desenvolvida com uma turma do 3º ano.
Como trabalho com esses alunos com Artes, começamos a nossa aula com dobraduras de um índio e de uma oca.
Quando as crianças foram pintar as dobraduras, começaram a perguntar sobre algumas características do índio: qual a cor do cabelo, tamanho dos olhos e até mesmo sobre a cor da pele. A partir desses questionamentos, começamos a conversar sobre as diversas etnias. Logo perceberam que ali mesmo, na sala de aula, estavam convivendo com pessoas cheias de diferenças. Uns são morenos, outros mais claros, uns são baixos e outros são mais altos, uns são magros e outros menos magros, uns têm cabelos lisos e outros têm cabelos encaracolados... E assim foram listando uma série de características diferentes.
Logo em seguida, pedi para que desenhassem seu rosto, tentando ser o mais fiel possível às suas características, como por exemplo: formato do rosto, cor e formato dos olhos, cor e comprimento dos cabelos...
Algumas crianças precisaram da ajuda dos colegas, pois não sabiam nem dizer de que cor eram seus olhos.
Assim que se desenharam, pedi para que procurassem em revistas, fotos de pessoas que se parecessem mais com seus pais. A maioria teve dificuldades em encontrar as fotos, mas nem por isso desistiram do trabalho. Acredito que um dos motivos de tal interesse seja o fato de que disse a eles que estavam me ajudando a realizar um trabalho da faculdade.
Enquanto eles iam procurando as fotos fizeram muitos comentários: o meu pai é gordinho, a minha mãe tem cabelo grande, meu pai é carequinha, esta aqui é muito parecida com a minha mãe...
Alguns alunos resolveram desenhar também, perto de seus auto-retratos, corações. O motivo? “Ah, profe, eu amo meus pais!”
Num certo momento também comentei com as crianças que meu bisavô paterno era índio. Eles ficaram admirados! Um menino não resistiu e logo disse que meus olhos pareciam mais com os olhos de uma japonesa.
Esta atividade rendeu um bom resultado, visto que tive apenas duas horas para realizá-la.
Depois que todos haviam terminado, perguntei às crianças por que se desenharam sorrindo, e ouvi duas belas respostas: porque o trabalho que fizeram foi legal e porque são felizes.
Para finalizar o trabalho e para mostrar que existem “muitas raças misturadas pelo mundo” (fala de um aluno), resolvemos colocar no centro do mosaico figuras de pessoas que a gente vê em muitos lugares, até mesmo bem pertinho da gente, que são os brancos, o índio e os negros.
Foi bacana perceber que estas crianças mesmo não conhecendo quase nada sobre sua origem, gostam do que são, como são, com que vivem e com quem convivem.
SOMOS ESPECIAIS POR SERMOS DIFERENTES!!!

DETALHE CENTRAL DO MOSAICO, ONDE SETAS INDICAM QUE A FORMAÇÃO DE UMA POPULAÇÃO SE DÁ COM A MISTURA DE VÁRIAS RAÇAS.

LOGO NA INFÂNCIA, COMEÇAMOS A APRENDER A IMPORTÂNCIA DOS NOSSOS DIREITOS, E DESCOBRIMOS QUE NENHUMA PESSOA É MELHOR OU PIOR DO QUE OUTRA POR CAUSA DA COR DA SUA PELE OU POR CAUSA DE SUA RELIGIÃO. NÃO TER PRECONCEITOS É UMA DAS PRINCIPAIS
FORMAS DE RESPEITO AOS DIREITOS DE TODAS AS PESSOAS.