A primeira e única aula presencial de Língua Brasileira de Sinais, a LIBRAS, provocou em nós, estudantes, descobertas e conhecimentos inesperados. Assim que a professora Janaína começou a "falar" conosco através da Libras, não consegui mais desviar o meu olhar. Senti, o quão importante é, prestar atenção nos sinais, nas expressões faciais, em todas as manifestações comportamentais, para que a comunicação entre surdos e não surdos seja bem interpretada e eficiente. Foi incrível observar a professora Janaína e perceber que a surdez não é empecilho para nada. Com a ajuda de uma intérprete, a professora Janaína conseguiu nos passar a idéia de que a surdez não deve ser vista como um problema ou como uma deficiência. Quando a professora começou a se comunicar oralmente, pronunciando algumas palavras, fiquei mais encantada ainda. Que mulher dinâmica! Há pessoas que até afirmam que a Libras é uma língua limitada, incapaz de transmitir idéias abstratas. Mas, essa língua vai muito mais além. Tudo pode ser expresso através da Libras. Nós, ouvintes, podemos contribuir com os surdos na medida em que procurarmos entender e conhecer a cultura e a comunidade surdas, que são formadas sim por pessoas habilidosas, inteligentes, capazes de fazerem "coisas" melhor do que nós, os não surdos. Quando em nossas salas de aula tivermos crianças surdas, elas também poderão se desenvolver, cognitivamente e emocionalmente. Basta que se comuniquem de forma adequada, ou seja, através da Libras. E nessa caminhada escolar, é imprescindível que a criança surda seja assistida por professores e pais que dominem a Libras, pois assim, ela construirá o seu próprio mundo, a sua personalidade de acordo com as experiências vividas. A transmissão da Libras é objetivada por toda a comunidade surda, pois através dela as pessoas surdas poderão se interar na sociedade ouvinte.
"Entendo o valor da oralização, mas é imprescindível que ela nunca substitua a Língua de Sinais." (Nelson Pimenta)
Na 2ª aula presencial deste semestre, tivemos a satisfação de perceber como a Interdisciplina Educação de Jovens e Adultos será reveladora. Em minha escola há a EJA, porém não tenho quase nenhum conhecimento sobre esta modalidade de ensino. Fico até envergonhada em admitir que desconheço algo que é tão próximo de mim. Mas acredito que chegou a minha hora de fazer grandes descobertas! De acordo com o testemunho animado de algumas colegas que já trabalham com a EJA, comecei a me questionar, porque nunca tive interesse em dar aula para jovens e adultos. Trabalho com os pequenos há 23 anos e se tivesse que encarar hoje, uma turma da EJA, admito que ficaria muito tensa e insegura, pela falta de experiência. Pretendo aproveitar o máximo possível desta Interdisciplina. Além da EJA, nesta mesma noite, nos foi apresentada a Interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação. A proposta de trabalho foi interessante e porque não dizer, até mágica... Tivemos que imaginar que tínhamos sido abduzidos por seres de outro planeta, e que eles queriam que "construíssemos" uma escola em seu planeta. Se isso fosse realmente possível, com certeza não poderíamos decidir em tão pouco tempo, como fizemos, como seria a escola idealizada. Uma instituição de ensino precisa ser bem planejada, tanto materialmente como pedagogicamente, pois podemos receber como alunos, crianças, jovens e adultos com histórias de vida bem diferenciadas, apresentando inclusive, necessidades educacionais especiais. Outro detalhe a ser pensado, é o tempo de 1 ano estipulado pelo ser extra-terrestre, para que a "escola", viesse a funcionar. Apenas em 1 ano, é impossível " construir" uma escola, pois sabemos que muitas modificações ocorrem numa instituição de ensino, na medida em que novidades venham a povoá-la. Sejam adaptações prediais, troca de professores e de direção, matrícula de alunos com necessidadesdiferentes e ausentes até então, calendário escolar alterado, novas políticas públicas... Aposto na seguinte afirmação: a escola ideal precisa ser constantemente pensada, avaliada, pensada, administrada, pensada e conquistada incessantemente!
Dia 26 de agosto tivemos a nossa primeira aula presencial do 2º SEMESTRE DE 2009. Neste encontro foram colocadas informações relativas às Interdisciplinas de Linguagem e Educação e Seminário Integrador VII. A professora Iole falou de forma clara e objetiva sobre conceitos já trabalhados em outro semestre e que agora serão aprofundados e até mesmo reconstruídos. Digo reconstruídos porque ao fazermos as leituras sugeridas e realizarmos as atividades propostas por todas as Interdisciplinas, vamos nos apropriando de outros contextos constituídos por tantos outros conceitos, que no decorrer de nosso curso têm nos ajudado a clarear nossos pensamentos e conhecimentos. Já em relação aos PAs, continuamos fazendo questionamentos, pois para concluí-los é necessário rever tudo o que coletamos até agora, para que a pergunta que deu origem à esse projeto seja respondida da melhor forma possível, ou seja, que a síntese final contemple o, ou os, objetivos de um PA.
A cada novo semestre, parece que estamos começando tudo de novo. Ansiedade, insegurança, medo de não dar conta do recado... Mas neste mix de sentimentos também não faltam a perseverança, a coragem, a determinação e principalmente a alegria de poder olhar para trás e constatar que, apesar de muitos altos e baixos presentes nos semestres anteriores, consegui chagar ao 7º semestre do curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS. Se Deus quiser, assim como eu quero também, neste semestre não precisarei me afastar do meu trabalho e nem pretendo realizar as minhas atividades com atrasos. Também gostaria de externar aqui a minha surpresa e uma certa decepção, quando ao vislumbrar os meus conceitos, dar de cara com um C na Interdisciplina Seminário Integrador VI. Desde o início do curso, em 2006, até esse último momento de avaliação, é o primeiro conceito que me deixou desanimada. Quando recebemos algum conceito maior em alguma interdisciplina na qual não imaginamos, é muito bom! Porém, quando a espera é de pelo menos um conceito B, a situação muda de figura. Mas, viver de passado não é inteligente, visto que o meu presente depende muito de mim, depende de uma entrega pessoal com responsabilidades, pois não sendo assim, meu futuro poderá ficar comprometido. Estou bem interessada em descobrir através das Interdisciplinas Educação de Jovens e Adultos no Brasil e Língua Brasileira de Sinais - Libras, tudo aquilo que desconheço até este momento, pois como educadora, devo estar por dentro de tudo a que se refere às minhas práticas pedagógicas. Que esta nova etapa transcorra com tranquilidade para todos nós: alunas e aluno, tutores e professores.
"O que as vitórias têm de mau, é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom, é que também não são definitivas." (José Saramago)
NA INTERDISCIPLINA EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, CONSTRUÍMOS UM DOSSIÊ DE INCLUSÃO.
O que é o Dossiê de Inclusão?
O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno (a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais.
Unidade 1-Retrospectiva Histórica da Educação Especial
Unidade 2-Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva
Unidade 3 -Serviços de Atendimento Educacional Especializado
Unidade 4-Deficiência Física
Unidade 5-Autismo
Unidade 6-Deficiência Mental
Breve análise histórica da educação especial. A LDBEN 1996 e a inclusão dos alunos com necessidades educacionais no ensino regular. Avanços na legislação brasileira e as dificuldades estruturais no contexto do ensino no país. Conceitos e princípios pedagógicos da educação inclusiva: principais conceitos; a identificação do aluno com necessidades especiais; o processo de ensino-aprendizagem com alunos com necessidades especiais; as adaptações curriculares de pequeno e grande porte; avaliação, progressão e terminalidade escolar; a inserção no trabalho.
Quando falei com os alunos que iríamos convidar uma professora da escola para entrevistarmos, eles acharam o máximo!
Então decidimos fazer um convite por escrito. As crianças sugeriram a seguinte frase: “A nossa turma 1A1 quer entrevistar você.”
Todos escreveram os seus nomes no convite, isto é, assinaram como eles disseram.
No dia que a professora Isabel (que é negra), veio à nossa sala de aula, as crianças estavam um pouco tímidas, mas somente até o momento de começarem a fazer as perguntas.
Foram feitas perguntas sobre diversos assuntos. As iniciais foram: Tu é casada? Quantos filhos tu tem? Quantos anos tu tem? Como é o nome dos teus filhos? E do teu marido? Tu gosta de dar aula? Onde tu mora? Pra que turma tu dá aula? E outras mais...
Para lembrar: todas as perguntas feitas para a professora Isabel, também eram respondidas por mim.
Então, a professora entrevistada começou a interagir um pouco mais com as crianças, perguntando à elas, se eu e ela nos parecíamos. Ou seja, o que nós duas tínhamos de semelhante ou diferente.
Aí, eles foram dizendo que ela era mais alta do que eu, que o meu cabelo era mais comprido que o dela, que as nossas roupas eram bonitas, que eu uso óculos e ela não, e finalmente chegamos onde eu queria: que a pele dela era marrom forte e que a minha era marrom fraco.
Neste momento, perguntei a eles se a nossa convidada era loira, e claro que eles disseram que não; perguntei se ela era morena, e aí ouvi a maioria dizendo que sim, e poucos dizendo que não. Questionei então esta minoria, perguntando: Se a professora Isabel não é loira e nem morena, como ela é? E a minoria em uníssono respondeu: negra. A professora Isabel aprovou a resposta, dizendo: realmente eu sou negra e a morena e a professora Fernanda.
Após este momento, as crianças desenharam a nossa convidada, que ainda permanecia em nossa sala.
Todos desenharam a professora do seu jeitinho, e enquanto faziam esta atividade, alguns perguntaram de que cor era para pintar a pele dela. A própria professora Isabel respondia: Pra ficar mais parecido comigo, dá para pintar com o lápis de cor marrom.
Depois dos desenhos prontos, a nossa entrevistada agradeceu pelo convite, dizendo aos alunos que tinha sido uma honra ser entrevistada por crianças tão inteligentes!
Na mesma folha do desenho, os alunos copiaram do quadro, algumas características referentes à professora Isabel, ditas por eles mesmos: querida, bonita, feliz.
Fizeram a mesma atividade, desenhando-me. As minhas características foram: linda, inteligente e divertida.
Depois de prontos, os trabalhos foram expostos na sala.
Sentamos então numa rodinha, sobre o tapete, e fui perguntando às crianças:
Quantos alunos negros há em nossa escola? Resposta da maioria: não sei.
Quem tem um (a) amigo (a) negro (a)? Dos 22 alunos, 6 afirmaram que tinham.
Quais são as brincadeiras preferidas destas crianças (negras)? Bola, boneca, carrinho, que nem a gente!
Onde mais vocês já viram pessoas negras? Na televisão, perto da minha casa, em todo lugar!
No dia seguinte, colocamos sobre as mesas as imagens (pedidas no tema). Trazidas pelas crianças e por mim.
Observamos todas elas e fui fazendo perguntas: como as pessoas das figuras estavam vestidas, onde elas poderiam estar, se elas estavam tristes ou alegres...
Depois de ouvir as suas opiniões, fomos colar as imagens trazidas, em uma cartolina. Perguntei: Como vamos colar estas imagens? Podem ser todas misturadas? Todos concordaram. Colamos todas as figuras: muitas de brancos, algumas de negros e somente uma de índio.
Convidamos então, as outras turmas da escola para que viessem na nossa sala de aula, ver as produções dos alunos.
Foi bem bacana observar e ouvir o que as outras turmas diziam ao verem os desenhos feitos pela turma 1A1. Os desenhos foram colocados de forma intercalada, ou seja, um desenho da professora negra, um desenho da professora branca, e assim sucessivamente.
Ouvi de uma criança da 3ª série: Eu nunca desenhei uma pessoa dessa cor. (apontando para o desenho da professora negra).
Durante estes dois dias de trabalho, percebi que existem sim pessoas preconceituosas: na minha turma, nas outras turmas, em qualquer lugar.
Como é importante poder falar abertamente sobre a discriminação, a fim de levantar a auto-estima de qualquer cidadão, independente de como ele é.
Trabalhar com a diversidade racial, deve se tornar um exercício permanente nas escolas, não apenas em datas comemorativas, quando na verdade, muitas vezes não há o que se comemorar.
Seria incrível, se um dia, todos juntos, pudéssemos comemorar que a discriminação, o preconceito, a exclusão, foram exterminados!
Toda criança precisa ter segurança, quanto a sua identidade. Ela precisa ver-se como um cidadão com os mesmos direitos e deveres, como os de qualquer indivíduo.
Todas as pessoas têm o direito de sonhar, mas hoje ainda vemos, infelizmente, que quem mais consegue realizá-los, são os brancos. Por que será?
Onde está a democracia?
Nós, educadores, temos que ser criativos e sensíveis para podermos atender as essências contidas nas vozes dos alunos afro-brasileiros.
Temos que resgatar em nossos alunos, de todas as etnias, sua ancestralidade, para que assim possam se orgulhar de sua origem e manifestarem-se livremente ao longo da sua caminhada histórica.
COMPLEMENTO
Quando os meus alunos começaram a listar uma série de características minhas e da professora negra entrevistada, uma que me chamou a atenção foi quando disseram que a pele da professora Isabel era marrom forte e que a minha era marrom fraco. Neste momento, as crianças começaram a falar da cor da suas peles. Uma aluna bem moreninha, disse que em sua família tinha pessoas com pele marrom forte, e por isso ela era bem morena. Então, ela se deu por conta, que na mesma família, as pessoas podem ter cor de peles diferentes.
Acredito que todos os alunos precisam ter consciência de sua ancestralidade, pois como afirma Mundurucu “quando a gente se percebe continuador de uma história, nossa responsabilidade cresce e o respeito pela história do outro também.” Esta afirmação pode ser considerada como um facilitador das aprendizagens dos alunos, pois quando há o respeito mútuo, as pessoas, independentes de sua cultura, etnia, religião, adquirem mais conhecimentos, pois se sentem mais seguros ao exporem suas idéias.
Durante a visita dos alunos de outras turmas, à nossa sala, uma criança da 3ª série, disse: “Eu nunca desenhei uma pessoa desta cor.” (apontou para o desenho da professora negra).
Parece que esta criança vive num mundo diferente daquele que realmente conhecemos, mas que precisa, ainda, ser reinventado constantemente por povos sedentos pela afirmação de suas identidades.
Como diz Gersen dos Santos Luciano, Baniwa: “não existe cultura estática e pura, ela é sempre o resultado de interações e trocas de experiências e modos de vida entre indivíduos e grupos sociais.”
Ao perguntar para os alunos, quais são as brincadeiras preferidas das crianças negras, eles citaram: bola, boneca, carrinho, que nem a gente.
Marilene Leal Paré diz que “os sentimentos e o mundo vivido por essas crianças dão subsídios à instituição escolar para o seu tendão de Aquiles e podem torná-la mais competente no desenvolvimento afetivo e da identidade, no planejamento de um currículo no qual esteja presente o esquema de pensamento de origem africana libertando-se do processo eugênico impingido à sociedade brasileira e existente na educação. Esta constatação vem de encontro com o “que nem a gente”, dito pelas crianças, sendo assim cabe à nós professores, também entender as diversas culturas; começando pela nossa, que constituem o povo brasileiro, para desmistificar a intolerância ainda muito aferida, aos indivíduos de uma mesma sociedade.
ATIVIDADE PROPOSTA PELA INTERDISCIPLINA DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA II
Leia o texto Significações de Violência na Escola: equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança?de Jaqueline Santos Picetti. Após a leitura, relate uma situação experienciada em sua sala de aula e procure analisá-la teoricamente com base no referencial piagetiano sobre o desenvolvimento moral.
Quando li a afirmação de Jaqueline Picetti de que nós professores temos a impressão que os alunos consideram natural que todos os problemas devam ser resolvidos com atitudes violentas, parecendo ser necessário o sofrimento do outro, lembrei imediatamente da minha prática docente. Tanto para os meus colegas professores e até mesmo para os alunos, já por várias vezes, comentei que as coisas não podem ser resolvidas com base na violência. Muitas vezes “brinco” com as crianças, afirmando, se tudo o que acontece na nossa vida fosse resolvido através da tapas, pontapés, socos, mordidas, como seria viver assim... Dou exemplos aos próprios alunos: já pensaram se vocês precisassem ser chutados para realizarem as atividades em sala de aula? O que poderia acontecer? Em casa, os pais de vocês quando discutem, ficam se agredindo fisicamente?
Ah, a violência não se manifesta só por atos físicos! E aqueles apelidos ou “nomes feios” que as pessoas dizem umas para as outras, resolvem o quê?
Quando surgem desentendimentos entre os alunos, peço que venham até mim e dou a vez de falar para cada um dos envolvidos. São questionados sobre suas atitudes agressivas para que, pelo menos naquele momento, reflitam sobre as suas ações.
São tantas as situações vivenciadas ao longo desses 23 anos de docência... Decisões das mais variadas foram sendo tomadas para esclarecer, elucidar e fazer com que os alunos reflitam...
Algo que sempre deu muito certo nesses últimos anos foi a elaboração de regras (deveres e direitos), partindo das vivências dos alunos. Ou seja, estas regras são estipuladas depois de algum tempo de aula, pois assim as crianças já estão se relacionando num ambiente novo, com pessoas diferentes, e conforme as colocações da professora sobre a padronização de comportamentos sociais, neste período, elas terão algumas noções de convivência em grupo, conseguindo “ver”, o que é certo e o que é errado.
Sugestões dos alunos do 1º ano, para o que chamamos de “combinações da turma”: não gritar, não brigar, fazer o trabalho em silêncio e com capricho, não levantar do lugar a toda hora, usar as palavras mágicas (por favor, obrigado, com licença), não sujar a sala, guardar os brinquedos depois de brincar, fazer fila reta... E a lista vai longe!
Também converso muito com as crianças, dizendo que essas regrinhas estipuladas por toda a turma, devem ser respeitadas. Sendo assim, a aula se desenvolve de uma forma mais tranqüila e com maiores possibilidades de aprendizagens, respeito, cooperação e responsabilidade.
Às vezes, precisamos retomar as combinações para que aqueles alunos que são mais distraídos ou com mais dificuldades de assimilação, possam ser lembrá-las.
O desenvolvimento moral é uma construção diária. Se observarmos todas as reações e atitudes dos nossos alunos, durante as brincadeiras, durante a realização das atividades, ou em qualquer momento, poderemos estimulá-los, ou ainda, provocá-los, no sentido de tentar equilibrar a experimentação com a reflexão em comum.
Respeitar o processo de desenvolvimento moral, não achando mais, certos comportamentos como violentos, mas como característicos de uma determinada fase da construção da autonomia da criança, é uma ação positiva da escola, pois para que o sentimento de justiça se desenvolva, são necessários o respeito mútuo e a solidariedade entre as crianças e os adultos.
Conforme Piaget, nós educadores temos que colaborar no processo de desenvolvimento de nossos alunos, tanto do ponto de vista moral como racional.
Diariamente, na minha turma de 1º ano (alunos de 6-7anos), diferentes situações são vivenciadas, onde o desenvolvimento moral se caracteriza pelas dificuldades encontradas pela criança em se posicionar em relação ao pensamento de outra pessoa, conseguindo pensar apenas a partir do seu ponto de vista.
Por isso, cabe a nós professores “avaliarmos” cada situação vivenciada em sala de aula, como única, pois a construção das noções de justiça, solidariedade, intencionalidade e responsabilidade, incidem no comportamento das crianças de forma peculiar e individual.