segunda-feira, 9 de novembro de 2009

2ª AULA PRESENCIAL - COMPLEMENTO

Questionamento feito pela tutora Márcia Caetano: Já que você afirmou desconhecer a EJA, eu gostaria de saber o que você pensava sobre essa modalidade de ensino, antes de tomar contato com essa interdisciplina. Desta forma você poderá trazer as evidências do seu aprendizado.

Sinceramente, eu simplesmente sabia que em minha escola é oferecida a EJA, onde pais de alunos meus estão estudando, bem como seus filhos mais velhos. Também já ouvi muitos comentários a respeito da evasão escolar, nessa modalidade de ensino. Assim que entrei em contato com a Interdisciplina EJA, fui fazendo reflexões e descobrindo como se estrutura esta modalidade de ensino.
Em relação à grande diferença de idades, acredito que o que for ensinado, não será assimilado da mesma forma por toda a classe, e por isso, a metodologia a ser aplicada pelo educador, tem que ser bem pensada para que os objetivos sejam alcançados pela maioria dos alunos. As características individuais de cada um dos educandos devem ser respeitadas e levadas em consideração, principalmente quando forem avaliados, pois cada etapa do desenvolvimento cognitivo não se apresenta da mesma forma, em indivíduos com características tão diferenciadas.
Ao ler o texto "Alfabetização de adultos: ainda um desafio", de Regina Hara, destaquei algumas idéias principais: alguns grupos procuram fazer da prática educativa de alfabetização, também um desafio de ordem política; uma ação alfabetizadora deve tomar como ponto de partida o que os jovens e adultos sabem; não é o método que se elege que promove a alfabetização, mas é todo um conjunto de conhecimentos e a postura intelectual que adotamos com relação aos sujeitos e ao objeto de aprendizagem; o ato de escrever é indissociável da função expressiva e comunicativa da escrita, e, portanto, das coisas do mundo, do que há para expressar e comunicar na vida; a proposta de alfabetização de jovens e adultos é partir do que cada um sabe e oferecer oportunidade de reflexão e prática até chegar à leitura e escrita competentes. A leitura do mundo deve ser feita pela EJA, antes mesmo de aprender formalmente, a ler e escrever. Trazer para dentro da sala de aula, o mundo dos educandos, possibilita aos jovens e adultos, uma infinidade de oportunidades de construção de conhecimentos.
A partir da leitura do Parecer CEB nº 11/2000, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, fiquei ciente de vários assuntos: dos conceitos e funções da EJA; das exigências que são feitas e que aspectos precisam ser considerados, em se tratando da formação dos docentes voltados para EJA; das relações existentes entre educação e trabalho, propostas pelas Diretrizes Nacionais da Educação de Jovens e Adultos, etc.
A EJA é um desafio e tanto para os educadores realmente comprometidos com a educação.

MAPAS CONCEITUAIS DOS PAs - COMPLEMENTO

Questionamento da tutora Márcia Caetano: "Não é a primeira vez que vocês trabalham com a metodologia de PA, então eu penso que seria interessante tu relatares um pouco do seu aprendizado nessa tarefa em cada etapa do processo. Você gostou de trabalhar com o PA?"

Quando minhas três colegas e eu escolhemos a questão inicial para o nosso PA, achei que era uma questão bem complexa, e por isso, teríamos que nos empenhar muito. A cada etapa do PA, fomos bem criteriosas.
As dúvidas e certezas contribuíram para a coleta de informações, pois sintetizaram os nossos saberes.
Quanto mais pesquisávamos, mais respostas encontrávamos. Os principais conceitos foram se "desenhando" a cada descoberta.
Quando tivemos que fazer uma auto-avaliação, passamos por um momento de grandes reflexões que também acabaram norteando ainda mais as nossas investigações.
A construção dos mapas conceituais foi aperfeiçoada. Do 1º mapa até o da síntese, conseguimos melhorias. Através deste último, observei que todas as etapas do processo foram imprescindíveis para que chegássemos à conclusões satisfatórias, atendendo o nosso questionamento inicial.
Trabalhar com o PA não é uma tarefa fácil, porém, como é realizada em grupo, o "fardo" não fica pesado para ninguém. A troca de idéias durante o processo de construção do PA enriquecem nossas certezas e dúvidas, porque aquilo que até então era uma certeza do grupo, passa a ter um teor diferente, tornand0-se uma dúvida. O que acontece com as dúvidas é que elas poderão ser respondidas com afirmações claras e objetivas, como também não serem respondidas em sua totalidade. E isso, não significa que o grupo não foi capaz de atingir o seu objetivo, mas sim, que, a nossa vida é cheia de questões a serem sempre repensadas, enriquecendo nossas buscas e nos levando a construir novos conceitos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

QUESTIONAMENTOS!!!

SÓ GOSTARIA DE DEIXAR AQUI REGISTRADO, QUE AINDA PRETENDO ATENDER ÀS SOLICITAÇÕES DA TUTORA MÁRCIA CAETANO, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL. ATÉ BREVE!

DESAFIOS E REFLEXÕES

Esta semana passei por uma experiência, até certo ponto curiosa. Devido a uma infecção na garganta, estava muito rouca. Quando "tentei" me comunicar com uma turma de 4ª série, onde trabalho com Artes, tive dificuldades. Esta turma é problemática em vários sentidos. São seis meninas e doze meninos, com idades de 9 a 14 anos. Além das dificuldades de aprendizagem, há o problema da indisciplina. Os meninos se xingam, ofendem qualquer pessoa com palavrões, gritam, agridem-se fisicamente, enfim, são muito agitados. Foi impossível dar a minha aula planejada, e então, acabei passando no quadro, um texto para copiarem. No momento da cópia, o silêncio se fez presente. Quando relatei à professora regente desta turma, como foi a aula, descobri que gostam de fazer cópia.
Na manhã seguinte, a voz praticamente desapareceu, mas foi possível trabalhar com os meus alunos do 1º ano. A maioria dos vinte alunos presentes, colaborou como pode. Escrevi no quadro o que faríamos inicialmente. A ordem foi lida por uma aluna que já sabe ler. Quando precisava me comunicar com eles, sussurrava no ouvido de uma criança, que transmitia aos colegas, os meus recados. A todo o momento, as crianças pediam silêncio e até chamavam a atenção daqueles mais inquietos, e dos mais distraídos. Em vários momentos procurei fazer gestos para me fazer entender. Horas funcionavam, horas não. Gesticulei para fazerem fila, gesticulei para dizer que íamos ao refeitório, gesticulei para fazerem a cópia do quadro em seus cadernos...
Como me lembrei da LIBRAS!!! Que beleza que existe esta língua de sinais! Claro que, se eu soubesse me comunicar através da LIBRAS, precisaria me dirigir a uma "platéia" que também usasse essa forma de expressão.
A comunicação pode ser feita de várias formas, basta usarmos a nossa sensibilidade, a nossa intuição, o nosso bom senso. Como costumo dialogar com meus alunos, acredito que me souberam  "interpretar" corretamente, porque a convivência diária, possibilita uma aproximação maior, não só física, mas principalmente afetiva. São formados laços tão fortes, que os alunos acabam entendendo a proposta do trabalho, pois, acostumados à uma certa rotina, ou seja, à uma organização pré-estabelecida, eles têm facilidade de assimilar diferentes práticas.
Assim como no filme "O menino selvagem", assistido para a realização de uma atividade na Interdisciplina de LIBRAS, houve uma resposta positiva ao tratamento de Victor, o menino selvagem, também obtive com meus alunos, respostas adequadas,que correspondem aos seus conhecimentos.
Quando somos desafiados, somos induzidos a fazer grandes e importantes reflexões, que podem nos guiar rumo ao sucesso.
Uma outra observação: como eu só sussurrava, os alunos acabaram imitando a minha prática. Com certeza, as crianças com esta idade, de 6 a 7 anos, conseguem se adaptar rapidamente, porque estão mais suscetíveis à mudanças.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

COMUNICAÇÃO SEM LIMITES

Na Interdisciplina Língua Brasileira de Sinais, a LIBRAS, tivemos que realizar uma atividade em duplas,muito diferente de tudo o que fizemos até agora, em nosso curso.
Foi solicitado que deveríamos interpretar, decifrar, o que três mulheres (sendo uma a Janaína, nossa professora de LIBRAS), estavam conversando através da língua de sinais.
Para conseguir entender o significado de todos aqueles gestos, foi sugerido que consultássemos o dicionário de LIBRAS para ajudar na compreensão.
Como eram muitos gestos a serem estudados, resolvi pesquisá-los na Internet.
Qual foi a minha surpresa ao encontrar o site:http://www.acessobrasil.org.br/libras/ .
É um site com muitas possibilidades de ajuda: é possível consultar palavras, assuntos, ordem alfabética. Depois de selecionada a palavra, aparece sua classe gramatical, sua acepção, seu uso em frases. Logo em seguida, o sinal é mostrado em vídeo.
Graças a uma infinidade de gestos, expressões faciais e olhares significativos, que os surdos podem se comunicar com muita clareza.
Hoje tenho a certeza de que todas as pessoas que convivem com surdos, precisam saber a LIBRAS, pois estas pessoas estão presentes em nossas famílias, em nossa vizinhança, em nossas salas de aula.
Acessando o site já citado, descobri que a repetição de sinais, ou seja, essa prática, precisa acontecer para que o mais rápido possível, pessoas surdas e pessoas não surdas possam compartilhar das mesmas coisas, inclusive apresentando diferenças.

MAPAS CONCEITUAIS DOS PAs

Na Interdisciplina Seminário Integrador VII, estamos trabalhando em grupo com projetos de aprendizagem, os PAs, desde o 2º semestre de 2008.
Muitos conhecimentos foram adquiridos e muitas aprendizagens foram construídas.
A pergunta do nosso PA é: "De que forma a família e a escola podem influenciar no desenvolvimento da personalidade da criança?"
Levantamos nossas certezas, nossas dúvidas, coletamos materiais, discutimos e analisamos as nossas descobertas, a cada nova atividade proposta.
Elaboramos mapas conceituais em grupo e individualmente.
Para construir os mapas conceituais, precisei baixar em meu computador o programa CMAP TOOLS e aprender "na marra", como construir mapas conceituais.
Neste semestre, tivemos que elaborar uma síntese do PA e um mapa conceitual da síntese.
O meu mapa individual ficou razoável, mas o da síntese, que ficou sob minha responsabilidade, já que dividimos as tarefas entre as quatro componentes do grupo, ficou melhor estruturado.
Pensei que não conseguiria construir mapas conceituais, pois ouvi de várias colegas de curso, que são "craques" em tecnologia, que esta era uma tarefa difícil.
Porém, quando realmente precisei usar o programa CMAP TOOLS, fiquei surpresa comigo mesma, pois não encontrei muitas dificuldades. Além do mais, através do mapa conceitual é possível apresentar qualquer assunto de uma forma sintetizada e de fácil entendimento.
Link para visualização do mapa conceitual da síntese:
http://projetodeaprendizagempersonalidade.pbworks.com/Mapa-Conceitual-da-S%C3%ADntese
Para visualizar o mapa em menor escala, basta clicar com o botão direito do mouse e selecionar a opção exibir imagem.

No side bar do nosso PA há links que levarão a outras construções do grupo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

LIBRAS - FACILITADORA DA COMUNICAÇÃO

A primeira e única aula presencial de Língua Brasileira de
Sinais, a LIBRAS, provocou em nós, estudantes, descobertas e conhecimentos inesperados.
Assim que a professora Janaína começou a "falar" conosco através da Libras, não consegui mais desviar o meu olhar. Senti, o quão importante é, prestar atenção nos sinais, nas expressões faciais, em todas as manifestações comportamentais, para que a comunicação entre surdos e não surdos seja bem interpretada e eficiente. Foi incrível observar a professora Janaína e perceber que a surdez não é empecilho para nada. Com a ajuda de uma intérprete, a professora Janaína conseguiu nos passar a idéia de que a surdez não deve ser vista como um problema ou como uma deficiência. Quando a professora começou a se comunicar oralmente, pronunciando algumas palavras, fiquei mais encantada ainda. Que mulher dinâmica! Há pessoas que até afirmam que a Libras é uma língua limitada, incapaz de transmitir idéias abstratas. Mas, essa língua vai muito mais além. Tudo pode ser expresso através da Libras. Nós, ouvintes, podemos contribuir com os surdos na medida em que procurarmos entender e conhecer a cultura e a comunidade surdas, que são formadas sim por pessoas habilidosas, inteligentes, capazes de fazerem "coisas" melhor do que nós, os não surdos.
Quando em nossas salas de aula tivermos crianças surdas, elas também poderão se desenvolver, cognitivamente e emocionalmente. Basta que se comuniquem de forma adequada, ou seja, através da Libras. E nessa caminhada escolar, é imprescindível que a criança surda seja assistida por professores e pais que dominem a Libras, pois assim, ela construirá o seu próprio mundo, a sua personalidade de acordo com as experiências vividas.
A transmissão da Libras é objetivada por toda a comunidade surda, pois através dela as pessoas surdas poderão se interar na sociedade ouvinte.
"Entendo o valor da oralização, mas é imprescindível que ela nunca substitua a Língua de Sinais." (Nelson Pimenta)