segunda-feira, 7 de junho de 2010

DEIXANDO MARCAS!

Esta 8ª semana de estágio foi mais curta devido ao feriado de Corpus Crist na 5ª feira e a ponte de 6ª feira. Trabalhei com os alunos sobre Os cinco sentidos nas duas últimas semanas, ou seja, durante oito dias. Resolvi fazer uma avaliação sobre as atividades desenvolvidas neste período. Os alunos começaram a falar sobre as atividades que mais gostaram, que foram: recortar de revistas os órgãos dos sentidos, deixar sua impressão digital nas folhas dos colegas, procurar descobrir através do olfato, oito odores diferentes (alho, café, Nescau, chá, canela, vinagre, mel e sabonete). Além dessas três, foram realizadas mais umas oito atividades diferenciadas. Porém, o que eu não esperava, é que os alunos começassem a falar sobre outros trabalhos desenvolvidos nas primeiras semanas de estágio.
Trabalho da 1ª semana: contorno de um colega e de uma colega no papel pardo (esquema corporal).
Trabalho da 2ª semana: mosaico/diversidade racial (índio: cultura, raça,cor).
Trabalho da 3ª semana: mural "Os dez mandamentos da boa higiene" ( Higiene).
Trabalho da 4ª semana: confecção do presente das mães (mães/família).
Trabalho da 5ª semana: história "Rápido como um gafanhoto" (eu/identidade).
Trabalho da 6ª semana: identificar colegas através de fotos dos olhos dos colegas ( eu e o outro).




Vejo que as minhas práticas pedagógicas deixaram memórias boas para as crianças, e que novos conhecimentos foram construídos. Tenho tentado exaustivamente elaborar atividades diversificadas para este período de estágio, idealizando resultados significativos. Digo significativos, porque nem sempre conseguimos só respostas positivas. E é aí que
está o grande barato! Ao analisarmos aquilo que não deu certo, ou que não deu muito certo, estaremos reconstruindo novos saberes. Tem coisas e pessoas que passam por nossas vidas e não nos deixam nada. Com os meus alunos está sendo diferente: eles estão aproveitando muito do que transmito, assim como eu, estou transmitindo aquilo que aprendo com eles. A cada dia que passa, percebo que o meu fazer pedagógico inspira-se em uma proposta construtivista, onde as trocas interpessoais não são mais eventuais e sim, diárias.

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